Água, saúde e empregos dominam debate entre candidatos ao Governo do Piauí
Candidatos ao governo do Piauí participaram de debate Reprodução/O Dia Cinco candidatos ao governo do Piauí participaram, nesta quarta-feira (16), do debate...
Candidatos ao governo do Piauí participaram de debate Reprodução/O Dia Cinco candidatos ao governo do Piauí participaram, nesta quarta-feira (16), do debate promovido pela TV O Dia e discutiram temas centrais da campanha, como abastecimento de água, saúde pública, geração de empregos, educação, segurança pública e infraestrutura. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Durante o encontro, realizado das 13h30 às 15h30, os candidatos apresentaram propostas para o estado e trocaram críticas sobre os resultados das atuais políticas públicas em áreas consideradas prioritárias pela população. Estiveram presentes o governador e candidato à reeleição Rafael Fonteles (PT), Joel Rodrigues (PP), Dra. Lúcia Santos (PSDB), Gisvaldo Oliveira (PSOL-Rede) e Elizeu Aguiar (Novo). Agora no g1 Primeiro bloco Infraestrutura e abastecimento de água Joel Rodrigues questionou Rafael Fonteles sobre os investimentos realizados pelo governo e cobrou soluções para os problemas de abastecimento de água em diferentes regiões do estado. Em resposta, Rafael Fonteles afirmou que a falta de água é um problema histórico do Piauí. O candidato destacou a concessão dos serviços de água e esgoto e disse que a medida permitirá ampliar os investimentos no setor. Segundo ele, a meta é universalizar o abastecimento de água até 2030, além de ampliar a cobertura de esgotamento sanitário. Fonteles também afirmou que recursos estaduais e federais estão sendo aplicados em obras como adutoras, barragens, sistemas de abastecimento, cisternas e dessalinização. O governador disse ainda que parte da população ainda enfrenta dificuldades no acesso à água e afirmou que pretende solucionar o problema. Na réplica, Joel Rodrigues criticou a atuação do governo na área e afirmou que centenas de milhares de piauienses ainda enfrentam problemas de acesso à água. O candidato também voltou a cobrar resultados após anos de gestão do grupo político liderado pelo PT no estado. Na tréplica, Rafael Fonteles afirmou que considera grave a situação das famílias sem acesso adequado à água e reforçou o compromisso de alcançar a universalização do serviço. Saúde Na área da saúde, Lúcia Santos questionou Elizeu Aguiar sobre a gestão dos serviços estaduais e o uso de organizações sociais na administração de unidades de saúde. Elizeu Aguiar afirmou que, se eleito, pretende encerrar a gestão de unidades de saúde por organizações sociais e retomar a administração direta pelo governo estadual. O candidato também criticou a situação da regulação de consultas e exames e defendeu mudanças na política de saúde. Na réplica, Lúcia Santos criticou a atual gestão da saúde pública. A candidata afirmou que há filas para atendimento e defendeu a realização de concursos públicos para fortalecer o quadro de servidores. Na tréplica, Elizeu voltou a criticar a administração estadual e defendeu a ampliação da oferta de leitos, a construção de policlínicas em cidades maiores e a realização de concursos para contratação de profissionais da saúde. Educação No debate sobre educação, Gisvaldo Oliveira questionou Joel Rodrigues sobre propostas para melhorar o ensino público no estado. Joel Rodrigues afirmou que pretende investir na infraestrutura das escolas, valorizar os professores e ampliar a parceria com os municípios. O candidato também defendeu a expansão de vagas em creches e criticou as condições de funcionamento de parte das unidades da rede estadual. Na réplica, Gisvaldo Oliveira contestou os resultados apresentados pelo governo na educação e afirmou que a realidade das escolas não corresponde aos indicadores divulgados pela gestão estadual. Na tréplica, Joel voltou a criticar os números da educação estadual e defendeu que o foco da gestão deve estar na qualidade do ensino e na valorização dos profissionais da área. Meio ambiente e transição energética Na sequência, Rafael Fonteles perguntou a Lúcia Santos quais seriam suas propostas para combater queimadas, preservar o meio ambiente e aproveitar o potencial de energias renováveis para impulsionar a economia do estado. Lúcia Santos afirmou que o estado precisa reforçar a fiscalização ambiental e ampliar a proteção de recursos naturais, como nascentes e barragens. A candidata também criticou a infraestrutura digital e o apoio oferecido aos produtores rurais. Na réplica, Rafael Fonteles destacou ações voltadas ao combate às queimadas e aos incêndios florestais. O candidato citou a ampliação da estrutura do Corpo de Bombeiros Militar e a formação de brigadistas municipais. Ele também defendeu o uso da energia solar e eólica para estimular a industrialização do estado. Na tréplica, Lúcia Santos criticou a política estadual para o setor energético e contestou os resultados apresentados pelo governador nas áreas ambiental e de segurança contra incêndios. Segurança pública Elizeu Aguiar questionou Gisvaldo Oliveira sobre suas propostas para a segurança pública. Em resposta, Gisvaldo afirmou que discorda da política de segurança adotada pelo atual governo. O candidato defendeu mais investimentos em medidas preventivas, geração de oportunidades para a juventude, esporte, lazer e fortalecimento de políticas sociais. Ele também afirmou que o combate ao crime deve priorizar a inteligência policial e o enfrentamento das organizações criminosas. Na réplica, Elizeu Aguiar defendeu o reforço da estrutura policial e criticou a segurança nas divisas do estado. O candidato afirmou que há falta de efetivo e de investimentos nas forças de segurança pública. Na tréplica, Gisvaldo voltou a defender políticas de prevenção à criminalidade e afirmou que o encarceramento, sozinho, não resolve os problemas da segurança pública. Segundo ele, é necessário ampliar oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade social. Segundo bloco No segundo bloco, os candidatos responderam a perguntas previamente definidas sobre temas de interesse público. A dinâmica previa sorteios para definir quem responderia a cada questão e quem faria a réplica, seguida de tréplica. Educação, emprego e renda O primeiro tema abordou a relação entre a educação em tempo integral e a geração de emprego e renda para os jovens. Elizeu Aguiar afirmou que o Piauí não possui uma política eficiente de geração de emprego e renda e defendeu a reformulação das escolas de tempo integral. Segundo ele, a rede de ensino deve oferecer formação técnica e incentivar o empreendedorismo, preparando os estudantes para ingressar no mercado de trabalho. O candidato também propôs a redução da estrutura administrativa do governo e a diminuição de impostos como forma de atrair empresas e estimular a criação de empregos no estado. Na réplica, Joel Rodrigues defendeu escolas de tempo integral voltadas para a realidade econômica de cada região do estado. O candidato afirmou que a qualificação profissional deve estar ligada às oportunidades de emprego disponíveis em cada território. Na tréplica, Elizeu voltou a criticar a gestão estadual e afirmou que os investimentos em comunicação poderiam ser direcionados para áreas que gerassem mais emprego e renda. Ele também criticou as condições de parte das escolas da rede estadual. Segurança pública e prevenção ao recrutamento de jovens pelo crime Em seguida, os candidatos discutiram alternativas para reduzir o envolvimento de crianças e adolescentes com organizações criminosas. Lúcia Santos defendeu investimentos na qualidade da educação como principal estratégia de prevenção à criminalidade entre jovens. A candidata afirmou que escolas com ensino de qualidade, atividades esportivas, culturais e profissionalizantes podem contribuir para manter crianças e adolescentes longe do crime. Ela também defendeu a valorização dos professores e a ampliação de oportunidades para os estudantes. Na réplica, Rafael Fonteles afirmou que o enfrentamento à criminalidade exige ações simultâneas de repressão e prevenção. Segundo o candidato, é necessário fortalecer a atuação integrada das forças de segurança e ampliar o uso de inteligência policial. O governador também destacou a importância da escola de tempo integral, associada ao acesso à cultura, ao esporte e ao mercado de trabalho, para evitar que jovens ingressem na criminalidade. Na tréplica, Lúcia Santos criticou os resultados da política de segurança pública do estado. A candidata afirmou que a população ainda enfrenta problemas relacionados a roubos e assaltos e defendeu medidas mais eficazes de combate à criminalidade. Abastecimento de água A escassez de água também esteve entre os temas debatidos no segundo bloco. Joel Rodrigues afirmou que o abastecimento de água deve ser prioridade da gestão estadual. O candidato disse que pretende concluir obras de adutoras, revisar o contrato de concessão dos serviços de abastecimento e garantir a execução dos investimentos previstos para o setor. Segundo ele, os recursos precisam ser direcionados para assegurar água às famílias, aos produtores rurais e à criação de animais. Na réplica, Gisvaldo Oliveira criticou a concessão dos serviços de água e esgoto e defendeu a retomada do controle do sistema pelo poder público. O candidato argumentou que a reestruturação da empresa responsável pelo abastecimento seria fundamental para ampliar o acesso à água. Na tréplica, Joel Rodrigues voltou a afirmar que o abastecimento de água é um dos principais problemas enfrentados pela população piauiense. O candidato disse que decidiu disputar o governo por considerar que a questão não tem recebido solução adequada nos últimos anos. Transição energética e exploração mineral Outro tema discutido foi o potencial do Piauí na transição energética e na exploração de minerais estratégicos. Rafael Fonteles destacou o potencial do estado na geração de energia solar e eólica e na exploração de minerais considerados estratégicos para a nova economia. O candidato afirmou que o governo busca criar um ambiente favorável para a instalação de empresas e para o avanço das pesquisas minerais. Segundo ele, o objetivo é garantir que a exploração desses recursos resulte em geração de empregos e agregação de valor à produção local. Na réplica, Lúcia Santos reconheceu o potencial da energia solar no estado, mas criticou a política adotada pelo governo para o setor. A candidata também ampliou as críticas a indicadores sociais e de infraestrutura do estado. Na tréplica, Rafael Fonteles atribuiu a cobrança relacionada à microgeração de energia solar a uma legislação federal e afirmou apoiar medidas para reduzir os custos aos consumidores que investem em energia fotovoltaica. O candidato também defendeu que o debate seja centrado em propostas para o desenvolvimento do estado. Saúde pública e atendimento no interior Os candidatos discutiram os desafios da saúde pública, especialmente o atendimento especializado no interior do Piauí. Gisvaldo Oliveira afirmou que os problemas da saúde pública estão relacionados ao modelo de gestão adotado pelo governo estadual. O candidato criticou a administração de hospitais por organizações sociais e defendeu o retorno da gestão direta pelo Estado. Ele também propôs maior participação de trabalhadores e usuários nas decisões do sistema de saúde, além de investimentos em infraestrutura, equipamentos e contratação de profissionais. Na réplica, Elizeu Aguiar defendeu a ampliação de leitos hospitalares e a criação de policlínicas para reduzir a demanda sobre os hospitais regionais. O candidato também afirmou que pretende direcionar mais recursos para fortalecer a rede de atendimento no interior. Na tréplica, Gisvaldo voltou a defender mais investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) e criticou os repasses feitos a organizações sociais. Segundo ele, os recursos devem ser direcionados prioritariamente para a estrutura dos hospitais públicos e para a contratação de servidores efetivos. Terceiro bloco Empréstimos e investimentos Abrindo a rodada de perguntas entre candidatos, Joel Rodrigues questionou Rafael Fonteles sobre os empréstimos contratados pelo governo estadual e cobrou explicações sobre os investimentos realizados com esses recursos. Rafael Fonteles afirmou que os financiamentos foram possíveis devido à situação fiscal do estado. O candidato disse que os recursos permitiram investimentos em áreas como infraestrutura rodoviária, educação, saúde e segurança pública. Segundo ele, os empréstimos foram usados para obras e serviços, como a reforma de escolas e hospitais, além da melhoria da malha viária estadual. Na réplica, Joel Rodrigues contestou os números apresentados pelo governador e voltou a criticar a situação do abastecimento de água em diferentes regiões do estado. O candidato afirmou que os recursos obtidos por meio de empréstimos poderiam ter sido direcionados para solucionar problemas históricos de acesso à água. Na tréplica, Rafael Fonteles afirmou que a falta de água é um problema antigo e defendeu as medidas adotadas pelo governo para ampliar os investimentos no setor. O candidato citou a concessão dos serviços de água e esgoto e voltou a defender a meta de universalizar o abastecimento de água e o saneamento básico. Pessoas com deficiência e neurodivergentes Na sequência, Rafael Fonteles perguntou à candidata Lúcia Santos quais seriam suas principais propostas para melhorar o atendimento às pessoas com deficiência e às pessoas neurodivergentes no Piauí. Lúcia Santos afirmou que é necessário garantir o cumprimento das leis já existentes para assegurar os direitos das pessoas com deficiência. A candidata também defendeu a ampliação dos serviços voltados ao atendimento de pessoas neurodivergentes, principalmente nas áreas de saúde e educação. Segundo ela, o estado precisa ampliar a oferta de creches, escolas e estruturas especializadas para atender esse público e suas famílias. Na réplica, Rafael Fonteles criticou a ausência de propostas objetivas por parte dos adversários e apresentou ações previstas em seu plano de governo. O candidato afirmou que pretende ampliar e descentralizar os serviços especializados para pessoas neurodivergentes e expandir a rede de centros de reabilitação em todo o estado. Na tréplica, Lúcia Santos voltou a criticar a gestão estadual e afirmou que áreas consideradas prioritárias, como saúde, abastecimento de água e educação, ainda apresentam problemas que precisam ser enfrentados. Emprego, tributos e desenvolvimento econômico Outro tema debatido foi a situação econômica do estado, incluindo geração de empregos, responsabilidade fiscal e política tributária. Gisvaldo Oliveira afirmou que o principal desafio do estado é enfrentar a desigualdade social e ampliar a geração de emprego e renda. O candidato defendeu mudanças no modelo econômico, com incentivo a atividades sustentáveis e à instalação de empresas que gerem empregos formais. Ele também afirmou que novos investimentos devem estar vinculados a compromissos sociais, ambientais e à qualificação da mão de obra local. Na réplica, Lúcia Santos criticou os resultados da gestão estadual em áreas como emprego, renda, infraestrutura e assistência aos pequenos produtores rurais. A candidata afirmou que pretende adotar uma administração voltada para toda a população. Na tréplica, Gisvaldo defendeu uma revisão da política de incentivos fiscais e propôs ampliar as contrapartidas exigidas de empresas que recebem benefícios para atuar no estado. O candidato também defendeu mecanismos para reduzir o impacto dos impostos sobre as famílias de baixa renda. Debate volta a focar na crise hídrica A falta de água voltou ao centro do debate quando Elizeu Aguiar questionou Joel Rodrigues sobre as propostas para enfrentar a crise hídrica em diversas regiões do Piauí. Joel Rodrigues destacou investimentos realizados por aliados políticos em obras hídricas e afirmou que pretende ampliar a construção de adutoras para levar água a municípios que enfrentam dificuldades de abastecimento. O candidato também defendeu mais transparência na aplicação dos recursos públicos e afirmou que pretende revisar contratos e priorizar investimentos voltados à segurança hídrica. Na réplica, Elizeu Aguiar defendeu projetos para ampliar a oferta de água no semiárido piauiense. Entre as propostas, citou obras de captação e distribuição capazes de abastecer dezenas de municípios da região. Na tréplica, Joel Rodrigues voltou a defender a revisão da concessão dos serviços de água e esgoto. O candidato afirmou que pretende auditar o contrato e direcionar mais recursos para obras que ampliem o abastecimento nas regiões mais afetadas pela escassez hídrica. Privatizações, gestão pública e segurança Encerrando a rodada, Gisvaldo Oliveira questionou Elizeu Aguiar sobre sua trajetória política e suas propostas para áreas como segurança pública, serviços públicos e gestão estadual. Elizeu Aguiar afirmou que representa uma alternativa política para o estado e defendeu mudanças na administração pública. O candidato criticou os resultados alcançados pelos sucessivos governos estaduais e afirmou que pretende adotar medidas voltadas à melhoria dos serviços públicos. Ele também voltou a criticar a concessão dos serviços de abastecimento de água e disse ser contrário à transferência de patrimônios públicos sem debate prévio com a sociedade. Na réplica, Gisvaldo Oliveira defendeu a atuação do PSOL contra privatizações e criticou modelos de gestão que, segundo ele, priorizam o setor privado em detrimento dos serviços públicos. O candidato também voltou a defender maior investimento estatal em áreas essenciais. Na tréplica, Elizeu Aguiar afirmou que o estado enfrenta problemas de gestão e excesso de estrutura administrativa. O candidato defendeu a redução do tamanho da máquina pública e disse que pretende priorizar investimentos em áreas como saúde, educação, segurança pública e abastecimento de água. Considerações finais O último bloco foi reservado para as considerações finais dos candidatos. Seguindo a ordem alfabética definida previamente pela organização do debate, cada participante teve dois minutos para apresentar sua mensagem final ao eleitorado. Dra. Lúcia Santos (PSDB) "Piauiense, vocês viram aqui a gente debater sobre energia solar. É a maior prova da enganação desse governo. Diz que foi o presidente Bolsonaro. Não foi. Ele colocou a taxação, o Tribunal de Justiça do Piauí tirou e ele recorreu ao ministro Alexandre de Moraes, que concedeu a cobrança. É o que nós estamos vendo nos dias de hoje. É uma falácia, um governo do desgoverno, da enganação. Então, avalie bem o destino que você quer para você, o que você quer para a sua vida. Alguém que diz que já nasceu com a estrela na testa e que, por isso, tem que ser dono de um estado, porque é dono de um partido. Um partido que se dizia em prol do trabalhador, da proteção do trabalhador, de colocar o trabalho em foco de tudo, e faz o oposto. Porque o governador é muito bom, como dizem, em matemática. Ele é especialista em bolsa de valores, tanto que transita bem por isso aí de tudo quanto é jeito e consegue esses impostos fantasiosos, esses empréstimos incríveis, fantasiosos, que não revertem em água, saúde e saneamento básico. E vim aqui falar de proposta. Proposta de alguém que teve quatro anos, que taxou o sol, que eu, você e todos nós colocamos como uma saída para a energia cara em um estado que fica embaixo da Linha do Equador. E o que nós vimos é um governador que faz o oposto. Ele é contra o cidadão piauiense, o trabalhador cidadão piauiense, em todos os seus setores. Portanto, dê um crédito para o Piauí. Pense em você, pense no Piauí. Não entregue o Piauí para partidos políticos. O Piauí não é partido político. O Piauí é do estado do Piauí. É do piauiense. Vote Dra. Lúcia Santos, 45, para governadora." Elizeu Aguiar (Novo) "Piauiense, eu quero me dirigir a você. Eu sou Elizeu Aguiar, candidato ao governo pelo Novo, com o número 30. Eu sei do seu sentimento, eu sei do seu coração, eu sei do seu desânimo. Eu conheço tudo isso, porque foram promessas. É um quarto de século, são 24 anos do mesmo grupo dominando a política do estado do Piauí. E eu lhe faço uma pergunta: melhorou aí no seu município? Melhorou aí na sua zona rural? Realmente o que está sendo pregado é verdadeiro? As escolas são de qualidade? Os alunos dizem que não. A saúde é de qualidade? O povo diz que não. A segurança está existindo aí? Como se transita nas nossas vias da forma como querem, fazem o que querem? Como é que tem segurança? Eu tenho pena, porque, na realidade, nós temos hoje os policiais militares com o menor salário de todos os tempos. Nós precisamos entender que esse estado precisa ser reconstruído. E nós já vimos que não será o atual governador. Ele fala de proposta, mas proposta ele já fez há quatro anos. Ele só não consegue mostrar o que fez. E nesse momento é você. É você que tem a responsabilidade de entender que a mudança é agora para melhorar o estado do Piauí. E nós nos colocamos aqui como candidatos ao governo para contribuir com esse estado e fazermos a diferença. Que o desânimo não leve você a anular o voto. Anular o voto não é e nunca será o melhor caminho. Quando nós fazemos isso, simplesmente saímos do processo. Não podemos nem simplesmente criticar. E saiba de uma coisa: a política e, principalmente, o político vão continuar dominando e decidindo por você. Então, a hora é agora. É a hora da mudança. É a eleição mais importante de todos os tempos. Vocês estão diante de escolher o candidato Elizeu Aguiar, número 30, ou manter um Rafael que endividou um estado em 22 bilhões de reais. E é você que vai pagar a conta. É o Rafael que simplesmente tirou a Agespisa do circuito, que funcionava. Se funcionava mal, precisava de gestor para organizar." Joel Rodrigues (PP) "Primeiro, quero agradecer a Deus pela oportunidade de estar aqui. Sou testemunha desses quatro anos. Do sofrimento, do seu sofrimento. Você que não tem água na torneira. Eu sei o que é isso. Eu já passei por isso. Você que não tem alimento na mesa. Você que não tem uma casa digna para morar. Eu sei o que é isso. Professor que não tem um salário digno. Fui prefeito e o salário do professor da minha cidade é quase o dobro do salário do estado. Por que o município pode pagar e o estado não? Você que veste a farda das forças de segurança do nosso estado e tem o pior salário do Brasil. É por você que eu estou aqui. É muito sofrimento para quem está na fila da regulação. Para quem está no corredor do hospital. Imaginemos neste calor, neste período, muita gente jogada de qualquer jeito. Porque a saúde não foi descentralizada. Foi privatizada e os investimentos não chegam para mudar a sua história. É por você. É por você que eu estou aqui. Eu falava e dei a oportunidade ao governador para dizer como resolver o problema da água. Ficou sem resposta. Você está ficando sem resposta. Eu repito: por você eu estou aqui. São, em torno, já atualizados, 24 bilhões de empréstimos. Somente em 2025, sete bilhões foram pagos a bancos em juros.Você, professor, já parou para pensar como poderia estar seu salário? Você que veste a farda para proteger o piauiense? Então, é por cada um de vocês. É por você. É por sua família. É por amor ao piauiense que eu venho aqui me apresentar como candidato a governador número 11." Professor Gisvaldo Oliveira (PSOL) "Eu quero agradecer a você, piauiense, que esteve acompanhando mais este debate. E dizer que você tem uma oportunidade histórica de promover, com o seu voto, uma verdadeira e efetiva mudança. Não apenas na forma de administrar o estado, mas no jeito de fazer política. O nosso partido, o PSOL, é o partido que nós estamos dizendo e reafirmando todos os dias. É o partido de todas as lutas. O partido que está nas ruas, nas mobilizações e no parlamento, defendendo a garantia dos seus direitos. Nós temos atualmente, no nosso estado, de um lado, um governo petista em aliança com setores da direita tradicional e fisiológica, que tem promovido um verdadeiro desmonte dos serviços públicos do nosso estado; que tem adotado uma política de privatizações; que tem ocasionado a piora na prestação de todos os serviços públicos do nosso estado; que não gosta de servidor público e que tem tratado o servidor público com tirania. E, do outro lado, temos um candidato representante da oposição de direita, que representa o bolsonarismo, que está acostumado à política do balcão de negócios, à política do conchavo e da troca de favores. Inclusive, faz parte de um partido que tem origem na Arena, legenda que deu sustentação à ditadura militar no Brasil. Portanto, a alternativa real, verdadeira, de esquerda, e que efetivamente tem condições de fazer com que o estado do Piauí se torne um governo garantidor de direitos, é o PSOL. Então, eu quero aqui, mais uma vez, agradecer a você e pedir, em nível nacional, o voto para o presidente Lula. Nós não podemos permitir que a política de ódio volte para o nosso país. E aqui, no estado, para este professor, o professor Gisvaldo. É Lula lá, 13, e Gisvaldo aqui, para mudar o Piauí." Rafael Fonteles (PT) "Eu quero agradecer a Deus por essa oportunidade de estar aqui me colocando à disposição do povo do Piauí. Agradecer à TV O Dia pelo debate democrático, aos candidatos que aqui debateram e sempre pedir a Jesus Cristo sabedoria para governar com justiça, olhando para quem mais precisa. Colocando o povo em primeiro lugar. Governando para todos e todas, sem deixar ninguém para trás. E preparar o povo piauiense para esta reta final da campanha. O desespero de alguns candidatos vai aumentar muito. Os ataques irão aumentar muito. E a ausência de propostas também. Mas, como Jesus nos ensinou, temos que orar até pelos adversários. E assim seguiremos. Temos muito orgulho do trabalho que fizemos até aqui. Um governo que escuta bastante o povo, que não fica em gabinete, que percorreu várias vezes os 224 municípios do Piauí escutando a população. Um governo que planeja com ciência, com dados e evidências. Que procura inovar bastante na gestão pública. Que executa com eficiência e entrega resultados concretos para melhorar a vida do povo. Para fazer o povo do Piauí sonhar mais alto e saber que pode realizar esses sonhos. Como Arthur, do bairro Bela Vista, que foi para a Alemanha e faz Medicina na Universidade Federal. Como também Agna, que é empreendedora e quer exportar seus produtos. É esse novo Piauí que nós temos orgulho de ter contribuído para construir e queremos transformar ainda mais. Por isso, peço o seu voto de confiança. Rafael governador, 13. Lula presidente, 13. E aos senadores do Lula: Marcelo Castro, 151, e Júlio César, Julinho do Lula, número 555." VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube